terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Citoplasma e organelas

O citoplasma é dividido em:
Hialoplasma que tem aspecto coloidal ou gelatinoso, constituído basicamente por água, sais minerais e proteínas. Possuem filamentos protéicos chamado de citoesqueleto.
Organelas citoplasmáticas ficam mergulhadas na estrutura do hialoplasma. São:

Retículo Endoplasmático Rugoso: são túbulos achatados que se aderem aos ribossomos. Transporta proteínas sintetizadas nos ribossomos. Figura A.

Retículo Endoplasmático Liso: são túbulos arredondados e sintetiza moléculas complexas chamadas esteróides em alguns tipos de células, armazena íons cálcio nos músculos, degrada toxinas no fígado. Figura B.

Ribossomos: sítio de síntese protéica, onde aminoácidos são ligados na sequência determinada pelo RNA mensageiro do núcleo.


Complexo de Golgi: são sacos achatados revestidos por membranas de cujas extremidades brotam pequenas vesículas; coletam produtos de secreção e os empacotam para exportação ou uso pela célula, por exemplo, lisossomas.

Mitocôndria: estrutura membranosa e oblonga cuja membrana interna é sinuosa como um labirinto. 

A energia para o funcionamento da célula é gerada nela, por intermédio de uma complexa série de reações entre oxigênio e produtos da digestão (reações oxidativas). 

Somente a mãe contribui com o DNA mitocondrial, porque as mitocôndrias paternas (do espermatozoide) são destruídas pouco tempo depois da fertilização.

Vacúolos: funcionam como veículos de transporte.

Lisossomos: depósito de enzimas revestido de membrana, com grande capacidade de destruir estruturas como microorganismos, partes de células lesadas e nutrientes ingeridos.

Centríolo: feixe de microtúbulos no formato de barril curto; geralmente encontrado em par, um perpendicular ao outro. 

Dão origem a filamentos usados para a migração de cromatídios durante a divisão celular. Formam e coordenam o movimento de cílios e flagelos.

Microtúbulos: formado de proteínas; provêem suporte estrutural para a célula e/ou suas partes.

Microfilamentos: estruturas de suporte formadas de proteína diferente daquela dos microtúbulos. No músculo esquelético, as proteínas actina e miosina são exemplos de microfilamentos finos e espessos.
Inclusão celular: agregação intracelular de material que não é uma parte funcional (organela) da célula – por exemplo, glicogênio, lipídio.

Cloroplastos: discos limitados por dupla-membrana, e preenchidos por lamelas e tilacóides, mergulhados no estroma. 

Apresentam DNA, RNA e enzimas da fotossíntese, e clorofila nos tilacóides. É o local onde ocorre a fotossíntese. Apenas nos vegetais.

Fonte: Anatomia – Um livro para colorir. KAPIT, Wynn & ELSON, Lawrence M. São Paulo: Editora Roca, 2004.
Fonte: Biologia, Ensino Médio, Volume Único. ADOLFO & CROZETA & LAGO. São Paulo: Editora IBEP, 2005.
Fonte: Caderno do Professor: Biologia, Ensino Médio, 2ª Série, Volume 1. São Paulo: SEE, 2014.
Fonte: Cursos Práticos Nova Cultural – Vestibular. Biologia. MOISÉS, Hélvio N. & SANTOS, Thais H. F. 

Espécie, população e hibridação

Espécie: é o conjunto de populações naturais semelhantes (estruturalmente, funcionalmente e bioquimicamente) que, ao serem intercruzados, produzem descendentes férteis.

População: é o conjunto de indivíduos pertencentes à mesma espécie que vivem numa determinada área.

Antigamente, as diferentes fases da vida de um organismo eram classificadas como espécies diferentes.

Hibridação: cruzamento entre indivíduos de populações com patrimônios genéticos diferentes. 

Implica na quebra do isolamento e traz como consequência a diminuição das diferenças entre as duas populações, além da alta variabilidade genética da população resultante.

Uma mula é um ponto final na biologia dos equídeos, um híbrido estéril que resulta do cruzamento entre duas espécies diferentes – os cavalos e os jumentos.
Burros e as mulas são híbridos resultantes do cruzamento de cavalos (éguas) com jumentos (macho/fêmea).

Cavalos e burros apresentam números de cromossomos diferentes, e burros são estéreis, enquanto cavalos, não. Por serem de espécies diferentes, não podem cruzar e produzir descendentes férteis.

Cães de raças distintas são capazes de se cruzar e produzir descendentes férteis. 

Embora apresentem tamanhos diferentes, que limitam certos cruzamentos, cruzamentos entre indivíduos de porte intermediário garantem o fluxo gênico.

Carl Von Linné (Lineu), botânico sueco que viveu no século XVIII, desenvolveu um sistema de nomenclatura para todos os seres vivos, usando como critério as semelhanças morfológicas.

Fonte: Biologia, Ensino Médio, Volume Único. ADOLFO & CROZETA & LAGO. São Paulo: Editora IBEP, 2005.
Fonte: Caderno do Professor: Biologia, Ensino Médio, 3ª Série, Volume 1. São Paulo: SEE, 2014.
Fonte: MOISÉS, Hélvio N. & SANTOS, Thais H. F. Cursos Práticos Nova Cultural – Vestibular. Biologia.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

As Plantas e os Animais Crescem

As plantas e os animais são seres vivos que, nascem, crescem, reproduzem-se e morrem.

As plantas possuem clorofila, um pigmento verde, em suas folhas.

Clorofila é a designação de um grupo de pigmentos presente nos cloroplastos das plantas, das algas e de algumas bactérias autotróficas. 


A clorofila é capaz de absorver a luz solar e canalizar sua energia para a produção de alimento.


Organismos que possuem clorofila e não são plantas são: algas verdes, cianofíceas, protistas (euglena).

Fotossíntese é a conversão da energia solar em energia química, que será usada pela planta como alimento. Os organismos que possuem clorofila, na presença de luz, transformam o gás carbônico do ar em glicose e, nesse processo, liberam água e gás oxigênio.

Equação da fotossíntese: 6 CO2 + 12 H2O → C6H12O6 + 6 O2 + H2O

Equação simplificada: CO2 + 2 H2O → (CH2O) + O2 + H2O



Na fotossíntese, a água penetra através das raízes e o gás carbônico através de células especiais, que deixam um pequeno espaço entre si, os poros, e que são chamadas de estômatos.


O gás carbônico é elemento importante na produção de matéria orgânica, fazendo as plantas crescerem e aumentarem sua massa. 

Quanto maior a quantidade dessa substância na atmosfera, maior vai ser a massa das plantas.


Fotossíntese: foto (luz) + síntese (produto, união, produção, fabricação); significa fabricação na presença de luz.


Fotografia: foto (luz) + grafia (escrita, escrever); significa escrita com luz.
Tanto a fotografia como a fotossíntese dependem de luz para ocorrer.

O tempo de exposição à luz, está associado a um aumento na produção de batata, por exemplo.


Fonte: Caderno do Professor: Biologia, Ensino Médio, 1ª Série, Volume 1. São Paulo: SEE, 2014.
Fonte: MOISÉS, Hélvio N. & SANTOS, Thais H. F. Cursos Práticos Nova Cultural – Vestibular. Biologia.

A Organização Celular da Vida

Todos os seres vivos são formados por células.
Célula é a unidade anatômica e fisiológica dos seres vivos.
Possuem formatos e tamanhos diferentes.
Todas possuem membrana e citoplasma.
Algumas possuem núcleo e outras não. Podem ser:

Eucariontes: seres com núcleo diferenciado, delimitado por carioteca e citoplasma, contendo diversas organelas envolvidas por membrana.

Procariontes: seres cuja célula não apresenta material nuclear envolvido por carioteca (membrana nuclear).

Organismos unicelulares: não apresentam tecidos, uma vez que são formados por uma única célula (bactéria, ameba, alguns fungos e algumas algas).

Organismos pluricelulares: são formados por uma variedade deles. Possuem maior resistência e capacidade de adaptação a diferentes ambientes e aumento do tamanho.

Fonte: Caderno do Professor: Biologia, Ensino Médio, 2ª Série, Volume 1. São Paulo: SEE, 2014.
Fonte: MOISÉS, Hélvio N. & SANTOS, Thais H. F. Cursos Práticos Nova Cultural – Vestibular. Biologia.

Classificação dos Seres Vivos

A partir de meados do século XVIII, unificou-se internacionalmente o sistema de classificação dos seres vivos, com base na proposta de Lineu, estabelecendo-se as seguintes regras principais para o ordenamento e nomenclatura:

As categorias taxonômicas (reino, filo ou divisão, classe, ordem, família, gênero e espécie) apresentam uma hierarquia decrescente, segundo a ordem acima;
A categoria mais singular – espécie – é designada por dois nomes inseparáveis (sistema binomial). O primeiro é o nome do gênero, comum a todas as espécies nele reunidas, e o segundo é um nome específico.

O primeiro nome é escrito com a inicial maiúscula, e o segundo todo em minúsculas, e ambos devem ser destacados do texto – grifado ou itálico. Exemplo: Homo sapiens.
Os nomes devem ser em latim ou latinizados.
Os critérios mais gerais, utilizados para classificar os seres vivos em reinos, são relativos à organização celular, à nutrição e ao número de células do organismo.

Domínio: é a designação dada em Biologia ao nível mais elevado utilizado para agrupar os organismos em uma classificação científica. Podem ser: domínio Eubacteria (bactérias), domínio Archaea (procariontes que não recaem na classificação anterior, e o domínio Eukaria (todos os eucariontes com núcleo celular organizado).

Subespécie: é uma subdivisão da espécie, populações de uma mesma espécie que diferem entre si quanto a determinada categoria. Ocorre quando a espécie se separa devido às barreiras geográficas ao longo de gerações, ocasionando diferenciações genéticas. As girafas apresentam subespécies por causa da diferenças no padrão da pele.

Filogenia: seria uma forma de organizar os seres vivos de acordo com o grau de parentesco entre eles.

Características da nomenclatura lineana: o nome da espécie é definido por um binômio de origem latina ou grega, cujo primeiro termo designa o gênero, um agrupamento mais amplo de organismos, e o segundo, o nome pessoal e intransferível de cada espécie.

Fonte: Caderno do Professor: Biologia, Ensino Médio, 3ª Série, Volume 1. São Paulo: SEE, 2014.
Fonte: MOISÉS, Hélvio N. & SANTOS, Thais H. F. Cursos Práticos Nova Cultural – Vestibular. Biologia.