sexta-feira, 8 de maio de 2015

Reino Plantae ou Metaphyta


São organismos pluricelulares, eucariontes (com núcleo definido), autótrofos (produzem o próprio alimento); com reprodução por alternância de gerações (haplodiplobiontes); apresentam especialização de diferentes partes do corpo para a realização de funções determinadas.

São fundamentais para a continuidade da vida no planeta, pois pelo fato de realizarem a fotossíntese, constituem a base de sustentabilidade dos diversos ecossistemas. Além disso, determinam a ocorrência de vários habitats terrestres, permitindo a manutenção da vida de uma grande quantidade de organismos.
A vegetação urbana também é essencial para a manutenção da qualidade de vida nas cidades.

Classificação dos vegetais
Podemos classificar os vegetais de acordo com certos critérios e um deles é a presença ou não de vasos condutores de seiva, que possibilitam a rápida circulação da água e dos nutrientes no interior da planta.
Mas o principal critério é o reprodutivo. 

Podem ser:
Criptógamas: são as plantas com órgãos reprodutivos localizados em cavidades, portanto não são visíveis, ou seja, não produzem flores e sementes.


Fanerógamas: são as plantas com órgãos visíveis na reprodução. Significa que produzem flores (ou estróbilos) e sementes.

1. Briófitas
Tamanho: são plantas de pequeno porte.

Habitat: vivem em locais úmidos e sombreados (umbrófitas).

Características: não possuem raízes, caules e folhas verdadeiras, mas estruturas denominadas rizóides, caulóides e filóides.

Transporte de substâncias: ocorre entre as células, através do processo de difusão e osmose. 

Pelo fato de não possuírem vasos condutores de seiva, são chamadas plantas avasculares.

Importância ecológica: os musgos crescem rente ao chão, cobrindo o solo, as rochas e as árvores. Evitam a evaporação, controlam a umidade do solo e armazenando água em suas células. Além disso, não permitem o desgaste do solo, ou seja, atuam como agentes contra a erosão.

Reprodução: é assexuada ou sexuada. 

Os ciclos de vida sofrem alternância de gerações. 

A reprodução sexuada depende da água.


Importância econômica: a turfa é uma espécie de musgo utilizado como fertilizante, forragem, combustível.

Exemplos: musgos e hepáticas.

2. Pteridófitas
Tamanho: possuem um maior porte, pois os nutrientes podem ser conduzidos às partes mais altas.

Habitat: habitam principalmente os locais sombreados e úmidos, pois, dependem da água para a reprodução. São numerosas em florestas tropicais (Atlântica e Amazônica).

Características: são formados por um caule subterrâneo, chamado rizoma. Desse caule saem inúmeras raízes que se espalham pelo chão, possibilitando a fixação e a retirada dos nutrientes (água e sais minerais). As folhas partem diretamente do rizoma, parecendo brotar do solo.

Transporte de substâncias: são plantas vasculares, ou seja, possuem vasos condutores de seiva.

Reprodução: é assexuada ou sexuada. Os ciclos de vida sofrem alternância de gerações. Possuem a presença de esporos. A reprodução sexuada depende da água.

Importância econômica: algumas são utilizadas na alimentação e como plantas ornamentais.

Exemplos: samambaias, avencas e os xaxins, plantas comuns nas matas brasileiras.

3. Gimnospermas
Tamanho: são plantas de grande porte, arborescentes, com crescimento em espessura.

Habitat: passaram a se multiplicar nos ambientes terrestres, pois as sementes têm maior condição de sobrevivência que os esporos dos musgos e das samambaias. Formam extensas florestas em regiões de clima temperado.

Características: possuem caule, raiz, folha. Possuem semente desprovida de fruto.

Transporte de substâncias: são plantas vasculares, ou seja, possuem vasos condutores de seiva.

Reprodução: é assexuada ou sexuada. Os ciclos de vida sofrem alternância de gerações. Há presença de estróbilos e grãos de pólen. Não dependem da água para se fecundar.

Importância econômica: fornecem diversas matérias-primas, como madeira, celulose (indústria de papel), resinas, medicamentos, alimentos e são usadas como plantas ornamentais.

Exemplos: pinheiros, cedros, sequoias e os ciprestes.

4. Angiospermas
Tamanho: são diversificadas. As plantas herbáceas possuem caule delicado, as arbóreas possuem acentuado crescimento em espessura, dominando a flora terrestre atual.

Habitat: ocupam desde regiões desérticas até excessivamente úmidas, havendo representantes aquáticas.

Características: são as mais evoluídas e numerosas do reino vegetal. Possuem raiz (fixação e absorção), caule (sustentação e condução), folha (fotossíntese e nutrição), flor fruto e semente. O fruto além de proteger, contribui para a dispersão das sementes.

Transporte de substâncias: são plantas vasculares, ou seja, possuem vasos condutores de seiva.

Reprodução: é assexuada ou sexuada. Os ciclos de vida sofrem alternância de gerações. Há presença de grãos de pólen, flor e fruto. As estruturas reprodutivas são agrupadas em flores. As sementes são abrigadas no interior de frutos resultantes do desenvolvimento do ovário após a fecundação.

Importância econômica: servem para reciclar o oxigênio e o gás carbônico na atmosfera; influenciam condições climáticas nas regiões em que se apresentam muito concentradas; serve de fonte de matéria-prima para produtos industrializados (fibras, alimentos, bebidas, substâncias de interesse médico e farmacológico, ornamentação e paisagismo).

Subclasses:
a) Monocotiledôneas: sementes com um único cotilédone, ou seja, uma folha modificada que armazena as reservas necessárias à germinação da semente. 

Temos o milho, bambu, grama, palmeira, coqueiro, orquídea cana-de-açúcar.

b) Dicotiledôneas: possuem dois cotilédones no interior da semente. 

Temos o feijão, soja, goiaba, ervilha, amendoim, tomate, laranja, tabaco, manga.

Fonte: ADOLFO & CROZETA & LAGO. Biologia, Ensino Médio, Volume Único. São Paulo: Editora IBEP, 2005.

Fonte: MOISÉS, Hélvio N. & SANTOS, Thais H. F. Cursos Práticos Nova Cultural – Vestibular. Biologia.
Fonte: Caderno do Professor: Biologia, Ensino Médio, 3ª Série, Volume 1. São Paulo: SEE, 2014.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Relações Ecológicas e Controle Biológico

O tamanho de certa população pode ser influenciado pelos processos de interação com outras populações, assim como pelas variações dos fatores abióticos locais.

A utilização de agrotóxicos para o combate das pragas agride o meio ambiente, intoxica os animais e consome muitos recursos financeiros. 


Por isso, é mais adequado realizar o controle biológico, utilizando os próprios seres vivos para combater os parasitas ou os predadores. O processo caracteriza-se pela introdução, no ecossistema, de um inimigo natural da espécie nociva. Assim, pode-se manter a densidade populacional dessa espécie em níveis compatíveis com os recursos do meio ambiente.

Controle das espécies
O controle biológico pode ser feito a partir da introdução de parasitas específicos ou de predadores.


Controle de parasitas: o vírus denominado Baculovírus anticarsia ataca apenas as lagartas que comem as folhas de soja, não prejudicando outros seres vivos. 



O fungo que parasita a cigarrinha, um inseto predador de pastagens e plantações de cana, é parasita específico do inseto, não causando problemas para o gado ou para quem se alimenta da sua carne.

Controle por predadores: o Gambusia affinis, um peixe que come as larvas do mosquito Anopheles (transmissor da Malária). 


A vespa chamada Trissolcus basalis deposita seus ovos no interior dos ovos de algumas espécies de percevejo. Os ovos do percevejo são usados como alimento pela larva da vespa, não havendo a formação de percevejos adultos (as pragas). 


As joaninhas são predadores de pulgões, que, por sua vez, são parasitas de plantas.

Cuidados com o controle biológico

Deve-se realizar uma avaliação dos riscos associados a essa prática, pois muitas espécies estranhas podem provocar sérias alterações nas características do ecossistema, como a eliminação de espécies nativas através de competição ou predatismo.


Em 1872, o mangusto (mamífero carnívoro) foi introduzido na Jamaica para combater ratos nas plantações de cana-de-açúcar, mas ele acabou com outros mamíferos, aves terrícolas e crustáceos, causando graves alterações no ambiente.

Em 1859, alguns casais de coelhos foram introduzidos na Austrália para combater ervas daninhas que se multiplicavam na região. Mas os coelhos acabaram se proliferando e destruindo grande parte das pastagens australianas, causando enorme prejuízo à pecuária daquele país.
Fonte: ADOLFO & CROZETA & LAGO. Biologia, Ensino Médio, Volume Único. São Paulo: Editora IBEP, 2005.
Fonte: Caderno do Professor: Biologia, Ensino Médio, 1ª Série, Volume 1. São Paulo: SEE, 2014.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Núcleo

O núcleo é o centro do controle das atividades celulares, o local onde o DNA mantém sua atividade genética sintetizando RNAs que serão mais tarde traduzidos em proteínas para manter as atividades celulares e do organismo.

Geralmente encontramos um núcleo por célula, com aspecto esférico e localização central, porém o seu número, forma e localização celular, podem sofrer variações.

Células como as dos músculos estriados esqueléticos apresentam vários núcleos periféricos e alongados, enquanto as hemácias nos mamíferos não apresentam núcleo, um dos motivos que não podem se reproduzir e duram pouco mais de cem dias.

Estrutura
É formado por quatro componentes:
1. Envoltório nuclear, membrana nuclear ou carioteca
O conteúdo do núcleo é delimitado pelo envoltório nuclear, composto por duas unidades de membrana lipoprotéicas e cheias de poros que permitem a comunicação entre o citoplasma e o núcleo.

2. Nucleoplasma, Carioplasma ou Cariolinfa
É uma solução mais ou menos homogênea de aspecto coloidal, formada por água, proteínas, sais e outras substâncias, na qual ocorrem reações bioquímicas, como duplicação ou replicação do DNA e a síntese do RNA.

3. Nucléolo
É a estrutura mais visível do núcleo de uma célula que não se encontra em divisão. Ele é formado pela associação de proteínas e RNA ribossômico. Sua função está relacionada à montagem e armazenamento de novos ribossomos para a estrutura celular.

4. Cromatina
O material genético encontrado no núcleo durante a interfase recebe o nome de cromatina, que é formada por longos filamentos de DNA associado a proteínas especiais chamadas de histonas. Durante a divisão celular, o mesmo material se condensa (espiraliza) e passa a ser chamado de cromossomo.

Fonte: Biologia, Ensino Médio, Volume Único. ADOLFO & CROZETA & LAGO. São Paulo: Editora IBEP, 2005.
Fonte: Caderno do Professor: Biologia, Ensino Médio, 2ª Série, Volume 1. São Paulo: SEE, 2014.
Fonte: Cursos Práticos Nova Cultural – Vestibular. Biologia. MOISÉS, Hélvio N. & SANTOS, Thais H. F.

domingo, 26 de abril de 2015

Reino Fungi

São conhecidos como cogumelos, orelhas-de-pau, leveduras e bolores.
São unicelulares ou pluricelulares, que formam filamentos chamados de hifas. O conjunto de hifas chama-se micélio.
Suas células são eucarióticas e a maioria possui parede celular quitinosa ou celulósica.

Obtenção de energia: são heterótrofos e realizam a fermentação e respiração celular.

Importância ecológica: podem ser saprófitos (ou sapróbios) que atuam na decomposição da matéria orgânica morta, produzindo compostos inorgânicos que são reaproveitados por outros seres vivos; ou parasitas, com digestão extracorpórea.

Alguns formam micorriza, uma simbiose (mutualismo) com raízes de plantas.

Reprodução: a reprodução dos fungos geralmente acontece através de esporos formados por processos assexuados ou sexuados. 

As leveduras se reproduzem assexuadamente por brotamento (gemulação) ou por cissiparidade (bipartição).

Habitat: desenvolvem-se em ambientes terrestres, úmidos e ricos em matéria orgânica.


Importância dos fungos
Ambientes úmidos e sombrios favorecem a dispersão dos mofos e bolores, pois o que eles procuram é a matéria orgânica para alimentação. 

Por isso, muitas vezes eles estão presentes em tecidos, papéis, filmes fotográficos, madeiras, couros e diversos materiais de uso cotidiano.

Atuam como parasitas de plantas de interesse econômico, causando doenças conhecidas como carvões e ferrugens

Ocorrem nas culturas de café, algodão, amendoim, feijão, fumo e trigo.

Nos animais, os fungos podem causar doenças conhecidas como micoses. 

São o sapinho ou candidíase e o pé-de-atleta ou frieira.

Quando eles atuam na decomposição da matéria orgânica, liberam as enzimas digestivas no alimento (digestão extracorpórea) e, com isso, devolvem ao solo as substâncias inorgânicas mais simples.

Alguns são utilizados diretamente como alimentos, como o champignon.

As leveduras realizam processos fermentativos (respiração anaeróbia), sendo utilizados na fabricação de bebidas alcoólicas, queijos (roquefort, gorgonzola) e na panificação (pães e bolos).

Quando o açúcar da massa é degradado pela atividade enzimática das leveduras, ocorre a liberação de gás carbônico. 

São as bolhas desse gás que provocam o crescimento da massa.

São importantes na produção de antibióticos, como é o caso da penicilina.

Liquens
São formados a partir de uma relação harmoniosa entre dois seres vivos que se beneficiam entre si. No caso dos liquens, as algas se associam aos fungos.

Os fungos, com seu micélio ramificado, atuam como uma esponja, absorvendo água e sais minerais para a alga. 

Enquanto isso, a alga realiza a fotossíntese, produzindo alimento para o fungo. 

Essa relação entre eles caracteriza-se como mutualismo.

São organismos colonizadores, pioneiros na ocupação de ambientes estéreis como as rochas nuas.

A reprodução assexuada, ocorre pela dispersão de sorédios.

São importantes agentes erosivos, pois produzem o ácido liquênico que atua na desagregação das rochas. 

Desse modo, os sais minerais dessas rochas passam para o solo, permitindo a sua fertilização. 

Com isso, ocorre o desenvolvimento de plantas, como musgos, samambaias e muitas outras.

Fonte: ADOLFO & CROZETA & LAGO. Biologia, Ensino Médio, Volume Único. São Paulo: Editora IBEP, 2005.
Fonte: MOISÉS, Hélvio N. & SANTOS, Thais H. F. Cursos Práticos Nova Cultural – Vestibular. Biologia.
Fonte: Caderno do Professor: Biologia, Ensino Médio, 3ª Série, Volume 1. São Paulo: SEE, 2014.