segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Dente do siso

O primeiro sinal de mineração do siso aparece entre os 7 e os 11 anos. A coroa estará formada aos 14 anos, mas não é seguro retirá-la. É tecnicamente difícil porque, ainda sem a raiz, a coroa acaba rodando na gengiva.


A partir dos 16 anos, dois terços da raiz começam a se formar. O siso está mais firme e longe do nervo mandibular, que dá sensibilidade aos dentes inferiores e aos ossos do queixo. Assim, sua retirada é como um desencaixe com o uso de um pouco de força.


Até os 25 anos, a raiz está completa e pode abraçar o nervo, aumentando o risco de rompê-lo na extração. Com os ossos da face mais rígidos, o perigo de fratura também é grande. O processo de cicatrização é mais lento e pode durar até dois meses.

O melhor período para retirá-lo é entre os 15 e os 18 anos, antes de ele irromper. A recuperação de um adolescente é mais rápida que a de um adulto.

Se houver espaço suficiente para o dente se acomodar, é possível conviver com ele, mas assumindo o risco de encarar alguns dramas. Podem ocorrer infecções silenciosas capazes de afetar a gengiva, a raiz e os ossos da face.

No siso baqueado há um aumento da proteína C-reativa, que indica a presença de inflamação no organismo. 

Essa molécula é diretamente relacionada a panes cardiovasculares, principalmente infartos e derrames.

Principais aborrecimentos

Aperto na gengiva: Para não desalinhar a mordida, o aperto na gengiva passou a ser a justificativa mais comum para a sua extração. Ele vive também em constante movimentação angular.


Falta de espaço: Tende a empurrar os vizinhos e encavalar toda a dentição, acabando com o encaixe entre os dentes.


Má posição: Se estiver inclinado ou na horizontal, reabsorve a raiz do segundo molar, causando a degeneração.


Pericoronarite: É a inflamação do saco que reveste a coroa. Bactérias se proliferam no local, ameaçando a gengiva da região.

Cistos: Bolsas líquidas, capazes de ficar enormes, formam-se na membrana que envolve o siso, geralmente o inferior.

Tumores: mais raros, os ameloblastomas são fibrosos e, em 80% dos casos, aparecem na mandíbula. Causam até deformação facial.

Cirurgia de remoção

Utiliza-se a anestesia local, e um tranquilizante é bem-vindo. O pós-operatório é bastante dolorido, pois provoca inchaço e dificulta a alimentação. 

Serão três a quatro dias de molho, com alimentação pastosa e pronto. 

O importante é não descuidar da higiene da boca nesse período. 

Optar por uma escova ultramacia, usando também os antissépticos receitados pelo dentista.

A regra de ouro é acompanhar o crescimento dos dentes. 

Deve-se ter uma boa escovação, usar o fio dental, visitar o dentista de seis em seis meses.

Fonte: Revista Saúde é Vital. São Paulo: Editora Abril, 02/2013.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Filmes sobre drogas

Réquiem Para um Sonho (2000)

 Gira em torno de quatro personagens e os vícios que as afastam de seus sonhos, fazendo com que vivam entre a esperança e o desespero.
As drogas: heroína, maconha, MDMA, anfetaminas e estimulantes. 

Medo e Delírio (1998)

Sexo, drogas e rock and roll na Las Vegas dos anos 70. Um jornalista e um advogado junkies embarcam numa louca aventura na cidade do pecado, cheia de drogas e alucinações.  
As drogas: maconha, mescalina, LSD, cocaína, anfetamina, éter, ópio, haxixe e outras. 

Drugstore Cowboy (1989)

Para manter seus vícios, um pequeno grupo de viciados vive do expediente de assaltar farmácias atrás de qualquer substância.  
As drogas: morfina, anfetamina, cocaína e antidepressivos.

Spun - Sem Limites (2002)

Por meio da vida do viciado Ross, é feito um mergulho no universo das drogas, desde a primeira pessoa que lhe ofereceu até o traficante local.  
As drogas: metanfetamina. 

Kids (1995)

Mostra o conturbado mundo dos adolescentes de Nova York, que consomem drogas indiscriminadamente e transam como se não houvesse amanhã.  
As drogas: maconha, óxido, MDMA, cocaína e GHB. 

Aos Treze (2003)

No auge de sua adolescência, aos 13 anos, Tracy é uma menina esperta que tem boas notas na escola. Quando torna-se amiga de Evie, a garota mais bonita e popular do colégio, conhece o sexo e as drogas.  
As drogas: inalantes em geral. 

Aconteceu em Woodstock  (2009)

Em 1969, quando o hotel dos pais de Elliot Tiber é ameaçado de despejo, ele oferece o local para promover um show de rock e arrecadar dinheiro, sem imaginar que se trata do Festival de Woodstock. 
As drogas: maconha, LSD e outros alucinógenos.

Pulp Fiction (1994)

Vincent Vega e Jules Winnfield são dois assassinos profissionais encarregados de fazer as cobranças para um gângster, mas durante um trabalho, passam por vários imprevistos. 
As drogas: maconha, cocaína e heroína.

Eu Christiane F., 13 Anos, Drogada, Prostituída (1981)

O longa conta a história de Christiane, garota de Berlim que se vicia em heroína e por isso, passa a se prostituir. 
As drogas: heroína. 


Trainspotting (1996)

Renton, Spud, Sick Boy, Tommy e Begbie são cinco garotões que vivem num bairro classe média da cidade de Edimburgo, mergulhados nas drogas para fugir do cotidiano medíocre.  
As drogas: heroína, ópio, ecstasy, anfetamina, haxixe, antidepressivos e muitos outros. 

Fonte bibliográfica:
http://www.obaoba.com.br/filmes-e-series/noticia/10-filmes-sobre-drogas


Drogas mais comuns no Brasil

Substâncias psicoativas são introduzidas no organismo de várias maneiras. Podem ser inaladas, aspiradas, comidas , bebidas, fumadas ou injetadas. 
Fumar certos produtos, como o crack, ou injetá-los (pico) tem efeitos quase imediatos, pois a corrente sanguínea os leva direto ao cérebro.

Classificação das drogas:
1. Depressoras:
O usuário fica mais relaxado e calmo, até sentir-se sonolento ou mole. Temos aí o efeito depressor, pois tais substâncias diminuem, retardam ou reduzem ("deprimem") o funcionamento mental. Neste estado, a pessoa é chamada de sedada, grogue, dopada ou chapada.

2. Estimulantes:
O usuário fica alerta, atento, às vezes agitado. Sente-se animado, bem disposto e capaz de quase tudo. Eis o efeito estimulante: o produto estimula ou acelera o funcionamento mental. Em tal estado, a pessoa "fica ligada" ou é "ligadão". Anfetaminas, cocaína, cafeína, nicotina e anorexígenos.

3. Perturbadoras:
O usuário passa a perceber as coisas deformadas, coloridas, bizzarras. Pensamentos, percepções, recordações ficam como imagens de sonhos, esquisitos e sem nexo. 

Eis o efeito perturbador no Sistema Nervoso Central (SNC), distorcendo seu funcionamento. Sob tais efeitos, a pessoa está "viajando" ou é "doidão".

Maconha, ácido lisérgico (LSD), ayahuasca (usada em ritual), cogumelo e datura. 

Algumas das substâncias citadas têm também uma utilidade medicinal; porém, havendo abuso (ou uso indevido), podem provocar dependências. 

Todas elas alteram o funcionamento do sistema nervoso central e do cérebro, retardando, acelerando ou desgovernando. Desta forma, dificultam a coordenação motora, mental e emocional: a pessoa fica "drogada", "intoxicada" ou "inebriada" em um grau que depende da substância usada (quantidade e qualidade), da pessoa e do contexto.

Categorias e efeitos
O abuso de álcool, como se sabe, cria problemas e sofrimentos, com um altíssimo custo social. O uso crônico leva a uma degradação física e moral, provocando, na falta do produto, uma síndrome de abstinência violenta. 

Ele pode levar à morte (por coma alcoólico ou por complicações orgânicas, como a cirrose). Instiga com frequência a violência e acidentes, bem como absenteísmo no trabalho.  

Os tranquilizantes (calmantes, ansiolíticos, sedativos) são hoje muito usados, no mundo inteiro. A base da substância ativa é o diazepam (por isso, são chamados de benzodiazepínicos). Quando usados sem justificativa médica, procura-se uma "anestesia das emoções". O abuso destes medicamentos, mais comum no sexo feminino, provoca fortes dependências.

Os opiáceos ilegais, como ópio e heroína, objeto do narcotráfico oriundo da Asia, são poucos presentes no Brasil. A morfina é um potente analgésico mas está criando dependências em doentes terminais.

Os opiáceos mais consumidos, no Brasil, não são ópio ou heroína, mas os remédios à bases de codeína, seja sob forma de xaropes contra tosse, seja como analgésicos. O abuso, além de dependência e síndrome de abstinência, pode provocar parada respiratória.

Os inalantes ou solventes representam hoje, na juventude brasileira a "droga de iniciação" (como antigamente a maconha), em particular o "cheirinho de loló". Eles têm a fama de produzir efeitos mirabolantes ("barato"), mas podem provocar danos graves.

Entre meninos e meninas de rua, é bem conhecido o uso de cola de sapateiro e esmalte, funcionando como uma espécie de "tapa-fome" ajudando-os a aguentar ou esquecer a miséria e a violência das suas condições de vida.

A cafeína é amplamente consumida, sendo que o café representa a bebida nacional por excelência. Dosagens excessivas, no entanto, podem causar danos.

A nicotina, aspirada pelo fumo do tabaco, causa inúmeros malefícios cardiovasculares e respiratórios. Seu consumo é hoje cada vez mais questionado, mas continua protegido pelo Estado.

A cocaína e subprodutos, como o crack, são extraídos da coca, planta nativa dos Andes. Objeto do narcotráfico oriundo os países andinos, ela é a "droga da moda", muito usada na classe média e alta ou em certos círculos profissionais. O uso intenso cria forte dependência psíquica; usada injetada ("pico") pode transmitir infecções graves, como a hepatite ou o vírus da AIDS.

O crack, pedras cristalizadas a partir da pasta de cocaína, é fumado em cachimbos. Seu efeito é devastador, provocando forte decadência física e alta mortalidade.

Embora proibidas, as anfetaminas são medicamentos ainda muito consumidos, em particular para ficar acordado (estudantes, caminhoneiros). Substâncias anfetamínicas são contidas nos moderadores de apetite (anorexígenos); além de emagrecimento criam dependência.

Todo abuso de substâncias estimulantes pode provocar insônia, nervosismo, irritabilidade, instabilidade emocional e ideias de perseguição (paranoia), chegando a formações delirantes.

Os produtos "psicodélicos" foram popularizados na década de 60, com o movimento hippie. "Viagens" que propiciam não são nada inocentes, pois podem provocar sequelas prolongadas.

O LSD é o produto de origem sintética mais conhecido. Ele pode provocar alucinações e confusão mental de demora remissão; "viagens ruins" podem levar ao suicídio.

A maconha é uma das substâncias mais antigas. Ela favorece a introspecção e o desligamento do mundo. Uso intensivo e prolongado provoca a chamada "síndrome amotivacional", prejudicando o engajamento ativo. 

Outros alucinógenos vegetais, de origem sobretudo indígena, são hoje usados conforme modismos. Um exemplo é a ayahuasca, usada nas seitas Santo Daime e União do Vegetal.

Todos eles "fazem viajar", com riscos imprevisíveis (como acidentes) pois a intensidade de tal viagem, a sua duração e a volta ao ponto de partida são muito variáveis.

Por quê os intoxicantes são tão procurados?
Para reduzir sentimentos desagradáveis de angústia e depressão. 
Para exaltar sensações corporais e provocar gratificações sensoriais de natureza estética e erótica. 
Para aumentar rendimentos psicofísicos, reduzindo sensações corporais desagradáveis, como dor, insônia, cansaço ou superando necessidades fisiológicas como o sono e a fome. 
Como meio de transcender as limitações do corpo e o jugo da espaço-temporalidade, através de rituais de cultos e experiências religiosas.

Fonte bibliográfica:
http://www.ocorpohumano.com.br/index1.html?http://www.ocorpohumano.com.br/ai_drogas_brasil.htm