sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Filmes sobre drogas

Réquiem Para um Sonho (2000)

 Gira em torno de quatro personagens e os vícios que as afastam de seus sonhos, fazendo com que vivam entre a esperança e o desespero.
As drogas: heroína, maconha, MDMA, anfetaminas e estimulantes. 

Medo e Delírio (1998)

Sexo, drogas e rock and roll na Las Vegas dos anos 70. Um jornalista e um advogado junkies embarcam numa louca aventura na cidade do pecado, cheia de drogas e alucinações.  
As drogas: maconha, mescalina, LSD, cocaína, anfetamina, éter, ópio, haxixe e outras. 

Drugstore Cowboy (1989)

Para manter seus vícios, um pequeno grupo de viciados vive do expediente de assaltar farmácias atrás de qualquer substância.  
As drogas: morfina, anfetamina, cocaína e antidepressivos.

Spun - Sem Limites (2002)

Por meio da vida do viciado Ross, é feito um mergulho no universo das drogas, desde a primeira pessoa que lhe ofereceu até o traficante local.  
As drogas: metanfetamina. 

Kids (1995)

Mostra o conturbado mundo dos adolescentes de Nova York, que consomem drogas indiscriminadamente e transam como se não houvesse amanhã.  
As drogas: maconha, óxido, MDMA, cocaína e GHB. 

Aos Treze (2003)

No auge de sua adolescência, aos 13 anos, Tracy é uma menina esperta que tem boas notas na escola. Quando torna-se amiga de Evie, a garota mais bonita e popular do colégio, conhece o sexo e as drogas.  
As drogas: inalantes em geral. 

Aconteceu em Woodstock  (2009)

Em 1969, quando o hotel dos pais de Elliot Tiber é ameaçado de despejo, ele oferece o local para promover um show de rock e arrecadar dinheiro, sem imaginar que se trata do Festival de Woodstock. 
As drogas: maconha, LSD e outros alucinógenos.

Pulp Fiction (1994)

Vincent Vega e Jules Winnfield são dois assassinos profissionais encarregados de fazer as cobranças para um gângster, mas durante um trabalho, passam por vários imprevistos. 
As drogas: maconha, cocaína e heroína.

Eu Christiane F., 13 Anos, Drogada, Prostituída (1981)

O longa conta a história de Christiane, garota de Berlim que se vicia em heroína e por isso, passa a se prostituir. 
As drogas: heroína. 


Trainspotting (1996)

Renton, Spud, Sick Boy, Tommy e Begbie são cinco garotões que vivem num bairro classe média da cidade de Edimburgo, mergulhados nas drogas para fugir do cotidiano medíocre.  
As drogas: heroína, ópio, ecstasy, anfetamina, haxixe, antidepressivos e muitos outros. 

Fonte bibliográfica:
http://www.obaoba.com.br/filmes-e-series/noticia/10-filmes-sobre-drogas


Drogas mais comuns no Brasil

Substâncias psicoativas são introduzidas no organismo de várias maneiras. Podem ser inaladas, aspiradas, comidas , bebidas, fumadas ou injetadas. 
Fumar certos produtos, como o crack, ou injetá-los (pico) tem efeitos quase imediatos, pois a corrente sanguínea os leva direto ao cérebro.

Classificação das drogas:
1. Depressoras:
O usuário fica mais relaxado e calmo, até sentir-se sonolento ou mole. Temos aí o efeito depressor, pois tais substâncias diminuem, retardam ou reduzem ("deprimem") o funcionamento mental. Neste estado, a pessoa é chamada de sedada, grogue, dopada ou chapada.

2. Estimulantes:
O usuário fica alerta, atento, às vezes agitado. Sente-se animado, bem disposto e capaz de quase tudo. Eis o efeito estimulante: o produto estimula ou acelera o funcionamento mental. Em tal estado, a pessoa "fica ligada" ou é "ligadão". Anfetaminas, cocaína, cafeína, nicotina e anorexígenos.

3. Perturbadoras:
O usuário passa a perceber as coisas deformadas, coloridas, bizzarras. Pensamentos, percepções, recordações ficam como imagens de sonhos, esquisitos e sem nexo. 

Eis o efeito perturbador no Sistema Nervoso Central (SNC), distorcendo seu funcionamento. Sob tais efeitos, a pessoa está "viajando" ou é "doidão".

Maconha, ácido lisérgico (LSD), ayahuasca (usada em ritual), cogumelo e datura

Algumas das substâncias citadas têm também uma utilidade medicinal; porém, havendo abuso (ou uso indevido), podem provocar dependências. 

Todas elas alteram o funcionamento do sistema nervoso central e do cérebro, retardando, acelerando ou desgovernando. Desta forma, dificultam a coordenação motora, mental e emocional: a pessoa fica "drogada", "intoxicada" ou "inebriada" em um grau que depende da substância usada (quantidade e qualidade), da pessoa e do contexto.

Categorias e efeitos
O abuso de álcool, como se sabe, cria problemas e sofrimentos, com um altíssimo custo social. O uso crônico leva a uma degradação física e moral, provocando, na falta do produto, uma síndrome de abstinência violenta. 

Ele pode levar à morte (por coma alcoólico ou por complicações orgânicas, como a cirrose). Instiga com frequência a violência e acidentes, bem como absenteísmo no trabalho.  

Os tranquilizantes (calmantes, ansiolíticos, sedativos) são hoje muito usados, no mundo inteiro. A base da substância ativa é o diazepam (por isso, são chamados de benzodiazepínicos). Quando usados sem justificativa médica, procura-se uma "anestesia das emoções". O abuso destes medicamentos, mais comum no sexo feminino, provoca fortes dependências.

Os opiáceos ilegais, como ópio e heroína, objeto do narcotráfico oriundo da Asia, são poucos presentes no Brasil. A morfina é um potente analgésico mas está criando dependências em doentes terminais.

Os opiáceos mais consumidos, no Brasil, não são ópio ou heroína, mas os remédios à bases de codeína, seja sob forma de xaropes contra tosse, seja como analgésicos. O abuso, além de dependência e síndrome de abstinência, pode provocar parada respiratória.

Os inalantes ou solventes representam hoje, na juventude brasileira a "droga de iniciação" (como antigamente a maconha), em particular o "cheirinho de loló". Eles têm a fama de produzir efeitos mirabolantes ("barato"), mas podem provocar danos graves.

Entre meninos e meninas de rua, é bem conhecido o uso de cola de sapateiro e esmalte, funcionando como uma espécie de "tapa-fome" ajudando-os a aguentar ou esquecer a miséria e a violência das suas condições de vida.

A cafeína é amplamente consumida, sendo que o café representa a bebida nacional por excelência. Dosagens excessivas, no entanto, podem causar danos.

A nicotina, aspirada pelo fumo do tabaco, causa inúmeros malefícios cardiovasculares e respiratórios. Seu consumo é hoje cada vez mais questionado, mas continua protegido pelo Estado.

A cocaína e subprodutos, como o crack, são extraídos da coca, planta nativa dos Andes. Objeto do narcotráfico oriundo os países andinos, ela é a "droga da moda", muito usada na classe média e alta ou em certos círculos profissionais. O uso intenso cria forte dependência psíquica; usada injetada ("pico") pode transmitir infecções graves, como a hepatite ou o vírus da AIDS.

O crack, pedras cristalizadas a partir da pasta de cocaína, é fumado em cachimbos. Seu efeito é devastador, provocando forte decadência física e alta mortalidade.

Embora proibidas, as anfetaminas são medicamentos ainda muito consumidos, em particular para ficar acordado (estudantes, caminhoneiros). Substâncias anfetamínicas são contidas nos moderadores de apetite (anorexígenos); além de emagrecimento criam dependência.

Todo abuso de substâncias estimulantes pode provocar insônia, nervosismo, irritabilidade, instabilidade emocional e ideias de perseguição (paranoia), chegando a formações delirantes.

Os produtos "psicodélicos" foram popularizados na década de 60, com o movimento hippie. "Viagens" que propiciam não são nada inocentes, pois podem provocar sequelas prolongadas.

O LSD é o produto de origem sintética mais conhecido. Ele pode provocar alucinações e confusão mental de demora remissão; "viagens ruins" podem levar ao suicídio.

A maconha é uma das substâncias mais antigas. Ela favorece a introspecção e o desligamento do mundo. Uso intensivo e prolongado provoca a chamada "síndrome amotivacional", prejudicando o engajamento ativo. 

Outros alucinógenos vegetais, de origem sobretudo indígena, são hoje usados conforme modismos. Um exemplo é a ayahuasca, usada nas seitas Santo Daime e União do Vegetal.

Todos eles "fazem viajar", com riscos imprevisíveis (como acidentes) pois a intensidade de tal viagem, a sua duração e a volta ao ponto de partida são muito variáveis.

Por quê os intoxicantes são tão procurados?
Para reduzir sentimentos desagradáveis de angústia e depressão. 
Para exaltar sensações corporais e provocar gratificações sensoriais de natureza estética e erótica. 
Para aumentar rendimentos psicofísicos, reduzindo sensações corporais desagradáveis, como dor, insônia, cansaço ou superando necessidades fisiológicas como o sono e a fome. 
Como meio de transcender as limitações do corpo e o jugo da espaço-temporalidade, através de rituais de cultos e experiências religiosas.

Fonte bibliográfica:
http://www.ocorpohumano.com.br/index1.html?http://www.ocorpohumano.com.br/ai_drogas_brasil.htm

sábado, 12 de novembro de 2016

Herança do fator Rh

A do fator Rh obedece à 1ª lei de Mendel.
O fator Rh+ é dominante sobre o fator Rh-. 
Representamos o fator Rh + puro pelo genótipo RR e o híbrido pelo genótipo Rr. 
O fator Rh- será representado pelo genótipo rr.

Exercícios
01. Um homem Rh+ híbrido (Rr) casou-se com uma moça com fator Rh+ híbrido (Rr). Como serão os filhos desse casal?

R
r
R


r



02. Um homem Rh- (rr) casou-se com uma moça Rh+ híbrido (Rr). Como serão os filhos desse casal?

R
r
r


r


03. Um homem Rh+ híbrido (Rr) casou-se com uma moça Rh+ puro (RR). Como serão os filhos desse casal?

R
R
R


r


Fonte bibliográfica:
TOLEDO, José de Moraes. Prevendo o futuro da espécie humana. São Paulo: Editora do Brasil, 1982.

Fator Rh no sangue

A presença do fator Rh no sangue é outro método de classificação sanguínea. Os indivíduos que portam essa substância no sangue são chamados de Rh positivo; os que não a possuem são chamados de Rh negativo. 


Em 1940, Landsteiner e Wiener descobriram este sistema a partir do sangue do macaco Rhesus (Macaca mulatta). O sangue deste animal, uma vez injetado em cobaias ou em coelhos, provocava nestes a síntese de anticorpos (aglutininas anti-Rh), que podiam promover a aglutinação do sangue doado.


Em geral, pessoas com Rh negativo (Rh-) não possuem aglutininas anti-Rh. Porém, se receberem sangue Rh positivo (Rh+), irão fabricar aglutininas anti-Rh. Como a fabricação dessas aglutininas ocorre relativamente devagar, na primeira transfusão de sangue de um doador Rh+ para um receptor Rh- raramente ocorrem problemas. Mas numa segunda transfusão poderá ocorrer uma intensa aglutinação das hemácias doadas. As aglutininas anti-Rh produzidas nessa segunda transfusão, somadas às produzidas da primeira vez, podem gerar intensa aglutinação nas hemácias doadas.

Importância do fator Rh
Nas transfusões:
Para se realizar uma transfusão sanguínea, é necessário que seja observada a compatibilidade do sistema ABO e também do fator Rh.
Pessoas Rh+ poderão receber sangue de pessoas Rh+ e Rh-, e as pessoas Rh- só poderão receber sangue de pessoas Rh-.

No casamento:
Os casais deverão conhecer previamente os seus fatores Rh. Um rapaz com fator Rh+ casando-se com uma moça com o fator Rh+, nada ocorrerá com as gestações que possa prejudicar o bom desenvolvimento do filho.
Um rapaz portador do fator Rh- e uma mulher também Rh- não terão nenhum problema em relação ao fator Rh.
Um rapaz Rh- e uma moça Rh+ também não terão problemas quanto ao bom desenvolvimento do filho.


O único caso em que deve-se tomar precauções é quando o rapaz for Rh+ e a mulher for Rh-. O filho gerado, neste caso, vai ser Rh+, dentro do corpo da mãe que é Rh-. Isto vai criar anticorpos no sangue da mãe.

Na primeira gestação, pode ser que nada aconteça, mas, na segunda gestação e seguintes, poderá ocorrer o aparecimento de uma grave anemia no filho, devido à destruição dos glóbulos vermelhos pelos anticorpos da mãe, podendo provocar a morte por anemia, icterícia ou insuficiência cardíaca.
Em casos como esse, a gravidez deve ser seguida por um bom ginecologista, que prescreva medicamentos para atenuar os efeitos dos anticorpos gerados no sangue da mãe.

Fonte bibliográfica:
Cadernos dos Cursinhos Pré-Universitários da UNESP. Volume 3. Ciências da Natureza - Biologia, Física e Química. São Paulo: Editora Cultura Acadêmica, 2016.
https://www.significados.com.br/fator-rh/
http://brasilescola.uol.com.br/biologia/heranca-grupos-sanguineos.htm

Herança do sangue

A herança do tipo de sangue obedece à 1ª lei de Mendel e é explicada pela presença de alelos múltiplos no homem.
O sangue tipo O é representado pelo genótipo ii.
O sangue tipo A é representado por aa (puro) ou ai (híbrido). O gene a domina o gene i.
O sangue tipo B é representado pelo genótipo bb (puro) ou bi (híbrido). O gene b domina o gene i.
O sangue tipo AB é representado pelo genótipo ab. O gene a não domina o gene b e nem o gene b domina o gene a.
Tipo de sangue
(fenótipo)
Par de genes
(genótipos)
A
aa          ai
B
bb         bi
AB
             ab
O
ii

Exercícios
01. Um homem do tipo O (ii) casou-se com uma moça do tipo AB (ab). Como serão os filhos desse casal?

a
b
i


i



02. Um homem do tipo A (ai) heterozigoto casou-se com uma moça do tipo B (bi) heterozigoto. Como serão os filhos desse casal?

b
i
a


i



03. Um homem tipo A (aa) homozigoto casou-se com uma mulher tipo B (bi) heterozigoto. Como serão os filhos desse casal?

b
i
a


a




04. Um homem tipo B (bi) heterozigoto casou-se com uma mulher tipo O (ii). Como serão os filhos desse casal, quanto ao tipo sanguíneo?

i
i
b


i



Fonte bibliográfica:
TOLEDO, José de Moraes. Prevendo o futuro da espécie humana. São Paulo: Editora do Brasil, 1982.

Grupo sanguíneo e transfusões sanguíneas

No começo do século XX, um pesquisador da Áustria − Karl Landsteiner − estudou transfusões sanguíneas e se deu conta de que quando misturava sangue proveniente de diferentes indivíduos, às vezes, ocorria aglutinação (formação de aglomerados) das hemácias. Essa descoberta foi fundamental para o advento das transfusões sanguíneas, já que a incompatibilidade sanguínea entre o doador e o receptor promove danos à saúde do receptor. 


Também concluiu que existem quatro tipos sanguíneos, chamados de A, B, AB e O, formando o Sistema ABO.
Os aglutinogênios são antígenos encontrados na superfície das hemácias e compõem o fenótipo sanguíneo. 


As aglutininas são proteínas (anticorpos) localizadas no plasma sanguíneo, que interagem com os aglutinogênios. Um indivíduo com o tipo sanguíneo A possui aglutinogênio A nas hemácias e aglutinina anti-B no plasma. Se receber sangue do tipo B, ou seja, que tenha aglutinogênio B, as hemácias do sangue podem aglutinar, gerando aglomerados celulares, interferindo na circulação do sangue, danos nos rins e, dependendo do caso, podem levar ao óbito. 


Os antígenos de grupos sanguíneos são importantes na medicina transfusional, na incompatibilidade materno-fetal, nas anemias auto-imunes e nos transplantes de órgãos. Além disto, a presença ou ausência de determinados grupos sanguíneos interfere na susceptibilidade ou resistências a certas doenças.

Transfusões sanguíneas 
Para que ocorra uma transfusão segura, é imprescindível saber qual o tipo sanguíneo do doador e receptor. Hoje em dia, o sangue doado é submetido a diversos testes antes de ser aplicado num receptor. 

a)  Pessoas com o sangue tipo A podem receber sangue de pessoas do tipo A e do tipo O, pois o grupo O não possui aglutinogênios. 
b)  Pessoas com o sangue tipo B podem receber sangue de pessoas do tipo B e do tipo O, pois o grupo O não possui aglutinogênios. 
c)  Pessoas do grupo AB podem receber sangue dos grupos A, B, AB e O, pois não possuem aglutininas no plasma. 
d)  Pessoas do grupo O só podem receber sangue de pessoas do grupo O, pois possuem aglutininas anti-A e anti-B. 

Fonte bibliográfica: 
Cadernos dos Cursinhos Pré-Universitários da UNESP. Volume 3. Ciências da Natureza - Biologia, Física e Química. São Paulo: Editora Cultura Acadêmica, 2016.