domingo, 9 de agosto de 2015

Classificação do Reino Animalia

Forma de nutrição: 
todos os animais são heterótrofos, ou seja, diferentemente das plantas, não produzem seu próprio alimento. Eles dependem de outros seres vivos para a obtenção dos seus nutrientes.

Características estruturais: 
todos os animais são pluricelulares, possuindo diversos tipos de células especializadas na execução de determinadas funções. Suas células são eucarióticas e desprovidas de parede celular.

Movimento: 
a maioria dos animais possui mobilidade de certas partes do organismo ou do corpo inteiro. Essa movimentação ocorre devido à contração das células musculares.

Reprodução: 
normalmente formam descendentes por meio da reprodução sexuada.
Atualmente, mais de um milhão de espécies animais já foram descritas e classificadas. Essa classificação torna possível o agrupamento dos animais de acordo com as características comuns que apresentam. 

Dessa forma, o Reino Animalia é dividido nos seguintes filos.

Poríferos
Características principais: aquáticos, fixos ao fundo e imóveis. Embora pluricelulares, não formam tecidos. Corpo esponjoso.
Exemplos: esponjas.

Cnidários
Características principais: aquáticos e com células urticantes (cnidoblastos). Não formam órgãos complexos.
Exemplos: hidras, caravelas, corais, águas-vivas, anêmonas.

Platelmintos
Características principais: vermes de corpo achatado. Vida livre ou parasitas.

Exemplos: planárias, esquistossomos, tênias.

Nematelmintos
Características principais: vermes de corpo liso e cilíndrico. Vida livre ou parasitas.
Exemplos: lombrigas, ancilóstomos, oxiúros.

Anelídeos
Características principais: vermes de corpo anelado. Vida livre em solos úmidos ou aquáticos. Poucos parasitas.
Exemplos: minhocas, sanguessugas, nereis.

Artrópodes
Características principais: corpo segmentado e apêndices articulados (patas, antenas).
Exemplos: abelhas, aranhas, lagostas, lacraias.

Moluscos
Características principais: corpo mole e viscoso e em geral dentro de uma concha calcária.
Exemplos: caracóis, ostras, mariscos, polvos, lulas.

Equinodermas
Características principais: exclusivamente marinhos. Corpo com espinhos.
Exemplos: estrelas-do-mar, ouriços-do-mar, pepinos-do-mar.

Cordados
Características principais: presença de notocorda (eixo de sustentação) em algum estágio de vida. Nos vertebrados a notocorda é substituída pela coluna vertebral.
Exemplos: anfioxos, peixes, sapos, lagartos, pássaros, macacos, seres humanos.
Fonte: ADOLFO & CROZETA & LAGO. Biologia, Ensino Médio, Volume Único. São Paulo: Editora IBEP, 2005.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Desmatamento

Entende-se por desmatamento, também chamado de desflorestamento ou desflorestação, o processo de remoção total ou parcial da vegetação em uma determinada área.

O desmatamento é um dos mais graves problemas ambientais da atualidade, pois além de devastar as florestas e os recursos naturais, compromete o equilíbrio do planeta em seus diversos elementos, incluindo os ecossistemas, afetando gravemente também a economia e a sociedade.

Causas do desmatamento:
Expansão agropecuária.
Atividade mineradora.
Construção de barragens para hidrelétricas.
Maior demanda por recursos naturais.
Crescimento da urbanização.
Aumento das queimadas.

No mundo, os primeiros a praticarem de forma intensiva o desmatamento foram os países desenvolvidos, para o soerguimento de suas economias.
Atualmente, os países que mais desmatam são os de economias emergentes, pois, embora tentem controlar esse problema, o desmatamento de suas florestas avança à medida que seus sistemas econômicos evoluem.

Até bem pouco tempo atrás, o campeão mundial de desmatamento era o Brasil. Recentemente, o país foi ultrapassado pela Indonésia, que possui uma ampla área verde, mas que vem desflorestando duas vezes mais do que é desmatado anualmente no território brasileiro.

Segundo levantamentos realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente são desmatados quase sete milhões de hectares por ano.
Com isso, o equilíbrio ecológico pode tornar-se ameaçado.

Consequências do desmatamento:
A intervenção do homem sobre o meio natural fatalmente acarreta desequilíbrios ao meio ambiente, tais como:
Perda da biodiversidade e até mesmo a extinção de espécies.

Perda de recursos naturais.
Esgotamento dos solos com a intensificação de processos de erosão e desertificação.
A extinção ou degradação de rios e lagos, graças ao maior acúmulo de sedimentos gerados.

A ocorrência de desequilíbrios climáticos em razão da ausência das florestas que tinham como função gerar mais umidade do ar e absorver o calor atmosférico.

Medidas preventivas
Para combater o desmatamento é necessária a adoção de medidas em diferentes escalas, do individual ao governamental.
Cada cidadão deve fazer sua parte, evitando que, nas áreas urbanas, o número de árvores por habitante não seja muito pequeno, preservando a vegetação existente e procurando cultivar novas espécies.

Os governos também possuem a função de adotar medidas de conservação das áreas naturais com vigilância, fiscalização e repressão dos agressores a áreas de reservas naturais.

Fonte: http://www.escolakids.com/desmatamento-causas-e-consequencias.htm
Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/o-desmatamento.htm

Poluição da Água

É a introdução de partículas estranhas ao ambiente natural, bem como induzir condições em um determinado curso ou corpo de água, direta ou indiretamente, sendo por isso potencialmente nocivos à fauna, flora, bem como populações humanas vizinhas a tal local ou que utilizem essa água.

Considera-se que esta é a maior causadora de mortes e doenças pelo todo o mundo e que seja responsável pela morte de cerca de 14000 pessoas diariamente.

Fenômenos naturais, como erupções vulcânicas, algas marinhas, tempestades e terremotos são causa de uma alteração da qualidade da água disponível e em sua condição no ecossistema.

Poluição localizada
É onde a fonte de poluição origina-se de um ponto específico, como por exemplo, uma vala ou um cano.
Exemplos de tal forma são o despejo de impurezas, por parte de uma estação de tratamentos residuais, por parte de uma empresa ou então por meio de um bueiro.

Poluição não localizada
É uma forma de contaminação difusa que não possui origem numa única fonte. É geralmente o resultado de acumulação do agente poluidor em uma área ampla. A água da chuva recolhida de áreas industriais e urbanas, estradas bem como sua consequente utilização é geralmente categorizada como poluição não localizada.

Principais contaminantes da água
Elementos que contenham CO2 em excesso (como fumaça industrial, por exemplo).
Contaminação térmica.
Substâncias tóxicas.

Agentes tensoativos.

Compostos orgânicos biodegradáveis (papel, madeira, restos de comida).

Agentes patogênicos.

Partículas sólidas.

Nutrientes em excessos – eutrofização (esgoto, fertilizantes agrícolas e efluentes industriais).

Substâncias radioativas.

Fonte: www.infoescola.com/ecologia/poluicao-da-agua/

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Crescimento Populacional e Produção de Lixo

O crescimento da população humana nos últimos dois séculos, aliado a mudanças em nossos hábitos de vida, por exemplo, o aumento da concentração de pessoas nas cidades, desencadeou profundas mudanças na natureza.

Reconhecer os efeitos de nossa espécie ao meio ambiente é um primeiro passo para que possamos nos conscientizar da importância de cuidarmos do meio ambiente e de desenvolvermos atitudes mais responsáveis diante da natureza.

Produção de lixo
Um dos principais problemas ambientais da atualidade é a grande produção de lixo, pois esse processo tem como consequência a liberação de gases que promovem o efeito estufa e a poluição das águas subterrâneas e superficiais. Esse fenômeno é uma das consequências do aumento populacional nas cidades, da intensificação do modelo consumista, do uso de produtos descartáveis, além do modismo, pois existe uma “necessidade” de se adquirir objetos mais modernos.

O lixo é também um problema socioeconômico, visto que grandes quantias de dinheiro são destinadas à coleta e tratamento do lixo urbano. No aspecto social, vários indivíduos são afetados pela concentração de lixo nas cidades, que causam proliferação de insetos, transmissão de doenças, poluição visual, entupimento de bueiros, entre outros.

As origens do lixo urbano são as mais distintas, e ele é classificado em:
Domiciliar: alimentos, papéis, plásticos, vidros, papelão, produtos deteriorados, etc.

Industrial: cinzas, lodos, metais, cerâmicas, madeira, borracha, resíduos alcalinos, etc.

Hospitalar: embalagens, seringas, agulhas, curativos, gazes, ataduras, peças atômicas.

Lixo tecnológico: computadores, pilhas e aparelhos eletrônicos em geral.

A coleta do lixo deve ocorrer de acordo com a sua classificação, pois os tratamentos finais desses resíduos são diferentes. 

O lixo hospitalar, por exemplo, tem que ser incinerado, queimado em forno de microondas ou tratado em autoclave. Porém, não é o que acontece na maioria das cidades.

A falta de estrutura e empenho dos políticos em solucionar o problema do lixo tem como consequências a existência de lixões a céu aberto em várias cidades. 

O destino adequado para o lixo urbano é o aterro sanitário, construído em áreas adequadas, com profissionais qualificados e estrutura para o tratamento dos gases e do chorume. 

Outra alternativa é a incineração dos resíduos, no entanto, esse método é muito caro, sendo inviável em muitos casos.

O mais importante, porém, é a conscientização da população, e isso pode ser promovido através da utilização da Política dos 3 R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. 

A coleta seletiva é uma das alternativas mais eficientes para reduzir o lixo, além de ser uma forma de contribuir para os catadores de materiais recicláveis. Portanto, através de simples atitudes e mudanças de comportamento todos os habitantes podem colaborar para reduzir a produção de lixo.

Fonte: Caderno do Professor: Biologia, Ensino Médio, 1ª Série, Volume 1. São Paulo: SEE, 2014.
Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/lixo-urbano.htm